Campanha “O que eu quero para toda criança”

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Fotografia: Décio Barros

Enquadrado na campanha da UNICEF “Tiny Stories”, que convida pessoas do mundo inteiro a escreverem uma pequena história a partir do tema “o que eu quero para toda criança”, partilho o meu o texto abaixo:

Era um dia especial: em todo o mundo os professores lançaram o desafio aos seus alunos de responderem o que eles queriam ser quando fossem crescidos.

“Não tenham pressa. Vão para casa e pensem com calma”.

As crianças foram para casa. Pensaram.

No dia seguinte, ocuparam os seus lugares na sala de aula muito entusiasmadas, muito contentes. A resposta estava na ponta da língua, naturalmente.

“Quero ser médico, Professora!”, disse um menino na China.

“Professora, eu no futuro quero ser médica e das boas”, disse uma menina em Cabo Verde.

“Professor, nem foi preciso pensar muito, sabias? Sempre soube que eu queria ser médico!”, disse um menino no Brasil.

Estavam em sintonia.

Foi assim que todas as crianças do mundo responderam. Foi assim em todos os cantos do mundo.

Os professores, muito surpreendidos, muito intrigados, queriam saber o porquê.

“Porque o mundo está doente, doente. E queremos curá-lo o quanto antes”.

O Histórias que eu não contei também quer isso: que todas crianças tenham a oportunidade de “curar” o mundo. 

#tinystories #unicef #foreverychild

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“A pintura não se aprende”. A pintura se sente?

OLgaA sua vinda para Cabo Verde não foi por acaso. Olga Martins ouviu primeiro as histórias das ilhas. “Eu trabalhava na Câmara de Oeiras, em Portugal, no departamento social. E tinha um bairro só de cabo-verdianos. Eram 1632 moradores”, afirma.

Foram 16 anos de convivência com a comunidade cabo-verdiana. “Eu apaixonei-me porque eles me contavam histórias. Comecei a vir de férias e apaixonei-me mesmo por Cabo Verde”.

Pré-reformada, Olga resolveu mudar-se para cidade da Praia e preencher o seu tempo com a tinta e o pincel nas mãos! No início, começou com a pintura em azulejos. Mas,rapidamente, passou para técnica de pintura em tecido por ter mais vendas.

“Foi assim que tive a ideia de passar as paisagens, as situações e tudo de Cabo Verde para o pano”.

Segundo a artista, o público tem tido uma reação positiva. “Os clientes me dão um grande apoio. Muitas vezes, são eles quem me dão sugestões do que devo fazer para eles levarem. Entretanto, tem quem não compra o material com medo de a tinta sair com água na hora de lavar”.

Olga esclarece que só usa tintas, importadas de Portugal, próprias para tecidos. “Acho que aqui em Cabo Verde a apreciação pela arte está um pouquinho atrasada. Os mais jovens apreciam mais. Enquanto, que os mais velhos não ligam muito”.

E apela para que os jovens não tenham medo dos caminhos das artes. Pois, ela nos permite fazer mil coisas!

“Eu acho que, sim, os jovens deviam se dedicar à arte e estou disposta a dar todo o apoio. Na pintura, por exemplo, acredito que não é obrigatório ter uma formação. Basta teres a tinta, o papel e a vontade de transmitir aquilo que vês. A arte da pintura é o que vemos e transmitimos. A pintura não se aprende”.

A pintura se sente?