Livros da Isabel Allende que eu recomendo

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Os livros de Isabel Allende tem sido um vício para mim, nos últimos tempos. Eu não conhecia a autora, até começar a ler “A ilha debaixo do mar” Aliás, devo confessar que o que me fez comprar o livro foi a capa! Sim, sou daquelas que aprecia o trabalho de quem pensa e faz a capa de um livro, o designer ou o ilustrador no caso.

Sou exigente com capas. Gosto daquelas que tem pouco brilho e facilita a leitura, ilustrações que falam, porque não deixam de ser a tela de pintura da história do próprio livro, material de capa dura, resumindo, aprecio o bom acabamento externo. Pois, para mim isso é um convite a leitura.

E, por acaso, os livros da Isabel que eu comprei tem ilustrações lindas de mulheres que fizeram-me sentir que eu podia ser uma delas, antes mesmo de ler a história.

Talvez, em um outro post, eu fale um pouco do meu “amor” pelas capas “bonitas” e de como esse item é importante para quem vai publicar ou vender um livro!

Mas, voltando ao post de hoje, eu li dois livros da autora e estou a caminho do terceiro. Isabel Allende é perita em contar histórias de mulheres corajosas nas “suas lutas”, escreve sobre experiências femininas de forma bastante descritiva, na linha do realismo mágico, algo que eu gosto muito.

Confiram a minha listinha:

  • A ilha debaixo do Mar
  • O caderno de Maya
  • A casa dos Espíritos

Boa leitura! Para quem já conhece os livros da autora, por favor, partilhe as suas impressões! 🙂

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O luto das vítimas é luta

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A argentina Lucía Perez, 16 anos, foi vítima de um feminicídio brutal. De acordo com o inquérito feito, a jovem morreu devido a dor excessiva de ser empalada! (*Empalar)

Este caso lembrou-me uma Maria da ilha de Santo Antão, em Cabo Verde, que por um fio conseguiu escapar com vida, vítima de golpes de catana do marido.

De norte a sul, elas são “amputadas” no corpo e na alma.

Quando eu penso nessas e outras vítimas o meu estômago dá voltas…

O machismo mata, mata de verdade! A violência contra a mulher, principalmente a doméstica, tem uma dificuldade de enfrentamento. Não existe formula mágica, é verdade, mas precisamos educar a sociedade a não aceitar nenhum tipo de violência. Precisamos investir, com todas as forças, na educação sobre o que é o machismo, racismo, homofobia e outros crimes de ódio. Precisamos abraçar projectos que beneficiam as pessoas, no geral. Precisamos educar a comunicação social para que a violência contra a mulher não vire espectáculo. Precisamos debruçar nas leis e nas políticas públicas. Precisamos denunciar o agressor.

O luto das vítimas é luta. Precisa ser a nossa luta.

O Mercado Municipal é casa de família

O Mercado Municipal é casa de família

 

O nome dela é Santa Branca porque no Mercado Municipal, no Plateau, existem várias “Santas”.

“Do outro lado tem a Santa Preta, tem outra que é Santa pequena…Credo aqui tem muitas santas!” afirma.

Cada uma das “santas” guarda vidas bem mais ricas do que aquelas que se faz transparecer.

O nome dela é Santa Branca, mas sempre que eu lembro-me da nossa conversa a minha voz interior lhe chama de Santinha, não sei porquê. Talvez, foi a sua simpatia e boa vontade em querer falar comigo.

“Comecei a vender no mercado com 18 anos, estou com 55… já faz um tempo que estou por aqui. Vendo atacado e a litro. Vendo abóbora, tomate, batata, sapatinha, alho, tudo”.

Santa Branca tem seis filhos e, segundo ela, todos foram criados “debaixo” da sua venda.

O Mercado Municipal do Plateau é morada, desde há muito, daqueles que vão lá vender frutas, legumes, carne, peixe e doces. As gargalhadas, o falar alto, as conversas, as cores,a confusão…é deles. Os moradores. Esse é o espírito do mercado à primeira vista, mas há mais.

Como em qualquer lar, certas vivências são uma incógnita. Fica somente entre os moradores do lar. É familiar.

Quem diria, Mercado Municipal é mercado e casa de família. Lá reside pais, mães, filhos, tios, tias, Santas e Marias. E são esses que incorporam o papel de comerciantes diariamente com conversas paralelas sobre preços e produtos com os fregueses.

Dentro dessa atmosfera surgem amizades que se estendem-se do portão do mercado para fora.

“O mercado é minha casa. Todos os dias, eu chego aqui as 06h00. Quase não paro em casa. Aqui eu tenho mais família. Quando o meu marido morreu todo o pessoal do mercado foi me visitar, os meus vizinhos da minha casa em Calabaceira não foram porque, simplesmente, não nos conhecemos. Aqui no mercado, qualquer coisa acompanhamos um ao outro. Somos uma só família“, conclui Santa Branca.

 

Minimalismo: O meu armário cápsula

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Sempre que eu encontrar algo inspirador ou que eu gostaria de aplicar na minha vida, partilharei por aqui. No blog, na categoria “Inspirações”,há espaço para isso…

Semana passada comecei a ler mais sobre o conceito minimalista. Eu já conhecia a palavra como corrente artística na utilização de elementos mínimos e básicos, principalmente na decoração de interiores e no mundo fashion.

Não sabia, porém, que o minimalismo vai além. Ser minimalista, por exemplo, não significa viver numa casa pequena, sem televisão com cores preto e branco à volta. E sim, uma forma de se livrar dos excessos em prol de uma vida mais saudável e sustentável.

O que é desnecessário na vida de cada um é relativo. Cada um sabe o que torna a sua vida plena. Portanto, não existe regra.

Mas, segue abaixo um passo simples que pretendo dar, ainda esta semana, e que pode servir de ponto de partida para si, também!

Meu armário cápsula

Desapegar de peças que não fazem qualquer diferença no meu armário é algo que eu pretendo reflectir. Mesmo tendo o guarda roupa cheio, muitas vezes, vejo-me sem opção e a repetir a tal frase: “Não tenho o que vestir”. Há quem use a desculpa de manter certas roupas porque gosta do tecido, ou porque lhe lembra um evento especial…Mas, amar uma roupa e não usá-la? Não faz muito sentido. Por isso, criar “meu armário cápsula”, ou meu armário somente com peças que, realmente, preciso, pode ser um passo significativo para embarcação da minha experiência minimalista.

Parece fácil, mas não é! Exige muita força de vontade…

Deixem aqui a suas ideias sobre o assunto e se já tentaram ser minimalista alguma vez!