3 Razões para você assistir o documentário “She is Beautiful When She is Angry”

“She is Beautiful When She is Angry”, um documentário lançado em 2014, trás à vista o panorama do surgimento do movimento feminista nos anos 60 e 70 nos Estados Unidos. Antes de nomear as três principais razões pelas quais você deve assistir o filme, permitam-me dizer que este documentário apresenta várias facetas do surgimento deste movimento e nos faz questionar sobre os nossos direitos, e, se hoje, nós, jovens mulheres, teríamos coragem de embarcar numa luta assim.

1.Você passa a conhecer os rostos das mulheres que deram início ao movimento feminista. Muitos de nós quando falamos do movimento feminista, enaltecemos as ações que fizeram com que o tema “direitos das mulheres” entrasse na agenda mundial, sem saber quem foram as ativistas debateram e lutaram por isso. O documentário, portanto, apresenta-nos essas senhoras, uma por uma, com nome e tudo!

2.O documentário faz uma reflexão sobre o lugar da mulher negra dentro do próprio movimento feminista e como elas se sentiram em relação ao movimento que estava a surgir. Ou seja, o documentário frisa a importância do movimento feminista ter diferentes vozes e representações.

3.O documentário reforça a importância das referências literárias como A Mística Feminina, de Betty Friedan e Shameless Hussy: Selected Stories, Essays and Poetry by Alta para um melhor entendimento do papel da mulher na sociedade e diálogos sobre o que é ser mulher.

O documentário está disponível na Netflix.

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Cidade da Praia acolhe Mia Couto

A atmosfera da Biblioteca Nacional estava leve, com os lugares todos ocupados, era o Mia Couto, finalmente! Pelas entrevistas, que eu assisti antes de o conhecer, percebi que o Mia é poético ao falar, mas não sabia que tinha tanto humor. Fez-nos rir a todos. Foi uma hora de conversa onde cada resposta deste escritor era uma história ou pensamentos como “o medo de errar é uma das maiores ditaduras” e “a literatura resgata a dimensão humana”.

Mia Couto começou por dizer que a sua visita a Cabo Verde pode ser traduzida em uma conversa e que estava ali para partilhar com pessoas, não só as coisas que ele tem como certeza, mas também as duvidas, os medos. “Eu não sou escritor porque sei, porque tenho certezas, porque tenho garantias. Parto de qualquer coisa que não está desenhada, não é meu chão”.

A importância da literatura na vida de qualquer ser humano foi um dos temas que mais chamou a minha atenção. A literatura que não tem pretensão de pertencer a nenhuma verdade, que é um pátio, um lugar onde “as verdades podem conversar”. Segundo o Mia, é esse diálogo que constrói uma nação e exemplifica que no caso de Moçambique foram castigados por uma insistência de uma versão única da história, durante a guerra civil, onde várias nações queriam ter voz.

Durante a conversa, o Mia Couto falou também do seu pai, Fernando Couto. “O meu pai era poeta e passou-me que a literatura tem esta dimensão de procurar alguma coisa que só encontramos nos livros. Quando eu lia um livro eu tornava-me existente. Eu era uma pessoa, era como se aquele escritor estivesse a falar para mim e eu fosse a única pessoa no mundo. E comecei a perceber que não eram os livros que importavam, mas a voz que emanava deste objecto“.

Leitores, a sensação de voltar a escrever no blog é boa, espero continuar.

Mia, obrigada por pousar para a foto! 🙂

Livros da Isabel Allende que eu recomendo

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Os livros de Isabel Allende tem sido um vício para mim, nos últimos tempos. Eu não conhecia a autora, até começar a ler “A ilha debaixo do mar” Aliás, devo confessar que o que me fez comprar o livro foi a capa! Sim, sou daquelas que aprecia o trabalho de quem pensa e faz a capa de um livro, o designer ou o ilustrador no caso.

Sou exigente com capas. Gosto daquelas que tem pouco brilho e facilita a leitura, ilustrações que falam, porque não deixam de ser a tela de pintura da história do próprio livro, material de capa dura, resumindo, aprecio o bom acabamento externo. Pois, para mim isso é um convite a leitura.

E, por acaso, os livros da Isabel que eu comprei tem ilustrações lindas de mulheres que fizeram-me sentir que eu podia ser uma delas, antes mesmo de ler a história.

Talvez, em um outro post, eu fale um pouco do meu “amor” pelas capas “bonitas” e de como esse item é importante para quem vai publicar ou vender um livro!

Mas, voltando ao post de hoje, eu li dois livros da autora e estou a caminho do terceiro. Isabel Allende é perita em contar histórias de mulheres corajosas nas “suas lutas”, escreve sobre experiências femininas de forma bastante descritiva, na linha do realismo mágico, algo que eu gosto muito.

Confiram a minha listinha:

  • A ilha debaixo do Mar
  • O caderno de Maya
  • A casa dos Espíritos

Boa leitura! Para quem já conhece os livros da autora, por favor, partilhe as suas impressões! 🙂

O tempo é pouco para tantas histórias

20160831_180537Quando eu andava no liceu, e não tinha certeza se os livros iriam ter tal peso na minha vida, tinha uma colega de turma que lia três livros ao mesmo tempo. Na altura, pensei que fosse uma forma de impressionar a professora, mas não. O tempo passou e continuei a ler um livro de cada vez, até que um dia um bichinho me mordeu e senti que ler um livro não era suficiente. O tempo era pouco e as histórias que eu queria ler infinitas.

Passei a ler mais…

No post leituras para 2016 eu mencionei os seguintes livros:

  • Mar me quer, Mia Couto (LIDO)
  • Tudo que eu queria te dizer, Martha Medeiros (LIDO)
  • Americanah, Chimamanda Ngozi Adichie (A LER AINDA)
  • A coisa à volta do teu pescoço, Chimamanda Ngozi Adichie (A LER AINDA)
  • O Amor da Tua Vida, Cecelia Ahren (LIDO)

Ou seja, agora leio cinco livros ao mesmo tempo, porque a minha ansiedade não deixa-me ler menos que isso! Introduzi, portanto, mais três livros:

  • Antologia Poética, Cecília Meireles
  • Zen Limites, Filinto Elísio
  • A ilha debaixo do mar, Isabel Allende

Para ser sincera, não sei quando vou terminar todos. É possível que termine alguns dos livros novos antes.

O tempo é pouco para tantas histórias…