Beleza nas imperfeições

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Ilustração: Denise Lobo

Aos 12 anos ela nutria a tristeza de ter um cabelo longo que encolhia a metade do seu comprimento. No segundo ano do liceu, Kesia Lima adotou a moda do “relaxante” para “abrir os cachos” e “pentear-se melhor”. Assim, começou a degradação dos fios, até perder os caracóis.

Enquanto os anos se passavam, Kesia olhava para uma fotografia dela, ainda pequena. “Afinal, o meu cabelo natural não é tão mal assim”, pensava.

Um mês antes de fazer os seus 18 anos, Kesia acompanhou a mãe ao cabeleireiro e resolveu cortar o cabelo curtinho! O peso do cabelo liso foi-se embora. “Um descanso sem igual”, afirma.

A fase de transição é marcante, mas Kesia diz que sua foi pacífica. E, atrevo-me a dizer que ela deu-se conta que durante esse período de crescimento fez várias representações dela mesma. Mimar o cabelo natural passou a ser um ritual. A tesoura? Não chegou nem perto.

Por trás dos fios de cada mulher reside um universo de significados que comunicam ao mundo de quem ela é. Depois de seis anos, Kesia aprecia o que antes lhe incomodava.

“Consigo ver a beleza nas imperfeições, quanto mais bagunçado melhor.”

 

 

 

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