A ausência de certas perguntas

picmonkey-collageA resposta mais completa é aquela que não está na pergunta. Ela está nos exemplos que não conseguimos exprimir. Nas coisas que não são palpáveis e nem chegam a ser ditas. Pessoalmente, tenho várias respostas para perguntas que nunca me fizeram.

Perdão, caro leitor, estou (um pouco mais) subjectiva, porque essa é a questão. A subjectividade de cada um de nós.

Uma semana atrás, andei por quase as todas lojas da cidade da Praia à procura de um biquíni que fosse adequado (atenção: não quis dizer “comportado”) para o lugar onde eu ia. Encontrei a tal peça, indispensável para o verão, e por alguns momentos pensei na “polémica do burkini”.

Como funciona o  “cobrir” e ” descobrir” o corpo? Quem usa burkini foi obrigada? Quem usa biquíni foi obrigada? O que é considerado extremo e normal? Onde ficou a subjectividade de escolha? Ela, ao menos, existe? Ou, é um mito?

Na Pretória, capital executiva na África do Sul, uma escola orientou as suas alunas, em respeito ao código de conduta da instituição, a usarem os cabelos penteados e “bem presos”. Uma exigência que não deixa de ser, também, subjectiva…

Os burkinis, biquínis e afros continuam a gerar polémicas. A carga do pensamento atrasado e sexualizado pesa. E a ausência de certas perguntas GRITA e não ouvimos!

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2 thoughts on “A ausência de certas perguntas

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