Tudo que eu queria dizer

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Resolvi abrir uma das cartas que guardo na gaveta e nunca cheguei a enviar. A carta para as Amélias da minha vida. Aquela que foi uma dia minha amiga, melhor amiga, inimiga, professora, colega de sala, chefe no trabalho, empregada, conhecida, desconhecida…

Querida Amélia,

Estou velha. E um dia eu morro. A partida é sempre desacompanhada. Ali adiante, eu sei que vou sozinha.

Antes de ontem fiz a contabilidade da vida. Deu o valor total de domingos em família, tocatina no quintal e beijinhos. O tio Julio já dizia que viver não é para os curiosos e, sim, para os peritos!

Amélia, minha querida, releve e puxe a responsabilidade de desatar o nó com a inimizade. O rancor. Desiste do que é nocivo e vem de ti mesma. Uma vez que reprime o brilho do teu olhar e a tua valentia em viver.

Com carinho,

V.A.

 

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