Sonoridade feminina

1950s Women (1)

Rosa vende bolinhos de mel em uma das ruas da sua cidade. E certa vez, algo curioso aconteceu. Dona Fátima pediu-lhe tempo. A criatura, à primeira, não percebeu é nada. Afastou-se e entendeu que a mulher queria espaço…

Foi então, que a Dona Fátima disse:

Rosa, preciso de tempo. Tens tempo aí? Tempo para ter tempo. Quero conciliação. Quero o direito de poder fazer as coisas sem atrito, sem penalização”.

“Dona Fátima, lamento, mas tempo? Não tenho. E tempo para ter tempo? Isso é que eu não tenho mesmo! Acho que nem existe mais”.

“Como não? A vida que passa pede o nosso tempo. Ela merece ao menos isso”.

A partir dali, imagina só: Rosa tinha um plano. Ter tempo para ter tempo.

Tempo para investir na sua educação, capacitação, fé, família, consciência dos seus direitos e responsabilidades. Tempo para catar as vozes das mulheres da sua cidade. E criar um solo firme de sonoridade feminina. Uma vez, que a jornada é longa, dupla e pede tempo.

Tempo para ter tempo.

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