Salte a linha vermelha

 

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Com medo de cair nas garras do erro, Luca, meu melhor amigo, resolveu colar em mim. Era a minha segunda sombra. Não despregava. Colou, mesmo!

Um desperdício de tempo e energia, na minha opinião. Seguir cada passo que eu dava. Aprender, apenas, o que eu já sei. E não mais do que isso. Repetir, mecanicamente, a mesma travessia. Sem sentir o gosto quente do engano.

Com medo das suas próprias lembranças, Luca, meu melhor amigo, resolveu guardar, dentro de si, as rachaduras de si mesmo. Ele acreditava que aprisionar a dor era sossego. Era a certeza de não sentir o arrepio de libertar algo que pudesse cair no ridículo.

O medo é mesmo um impostor!

Eu queria muito lhe dizer:

“Amigo, salte a linha vermelha! Ande por cima do chão incerto, mesmo que em passos lentos. Em muitas paragens, o erro será o teu fiel companheiro. A tua mais risonha lembrança.

O erro incorporado no que o Luca fizesse para que, um dia, pudesse aprender com ele. O erro. Uma dia, uma lembrança.

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