Conversei com a Cecília Meireles

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Percorri a estante de livros da sala à procura de alguém que quisesse ter um diálogo mais próximo. Íntimo. Guiada pela minha secura de sons. Balanço. Eu conheci a Cecília Meireles.Tomamos um chá juntas.

Mulher de sentimento! Com humanidade presente em toda sua existência, confirmo.

Não tem segurança? É frágil? Cecília é cúmplice! Ela é aliada da finura das coisas. Da moleza daquilo que derrete. É delicadeza? Não sei. É ir além, talvez.

Da nossa conversa, ela disse algo profundo que ficou:

“Ainda que sendo tarde e em vão,
perguntarei por que motivo
tudo quando eu quis de mais vivo
tinha por cima escrito: “Não”.

Conversamos muito. Eu disse pouco. Com os olhos brandos, ela falava com sua voz adoçada. Alta. Eu, sem abrir a boca, comentava. Diante do seu olhar sensível sobre a vida, eu tinha pouco para lhe dizer. Em voz alta.

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