O pensamento e eu

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Depois das suas tentativas, eu fechei os olhos. Sem vontade quase que eu cedi. Tentei entender para onde ele queria levar-me. A peste queria, porque queria a minha atenção! Queria que eu o acompanhasse. O pensamento pegou-me nas mãos na esperança de guiar-me. Mas, eu não queria.

Queria ficar aqui. Presente. No presente.

É verdade, que naquele momento nada acontecia. Nada de excitante. O céu estava como todos os dias, o silêncio ao meu lado e o meu corpo imóvel. Entretanto, era ali que eu queria ficar.

Pensar distrai-me. Perco a habilidade de criar. Confunde-me.

Pensar, excessivamente, é prisão! É a tradução errada do mundo.

O mundo é o presente. E não o que passou ou o que nem chegou a acontecer. Não é!

E foi assim, bruscamente, que libertei as minhas mãos do pensamento.

“Vai à tua vida! Eu não vou contigo. Não quero ir, porque aqui eu vou ficar. No presente”, eu disse.

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