De filha para mãe

Luis Quiles Artwork

Antes de ser levada para uma sessão de circuncisão feminina, Leiza, 15 anos, questiona:

“Mãe, eu não quero mais ouvir que o motivo disto tudo é por causa da nossa cultura.

Quero que tu me expliques de onde vem esse pensamento para que eu possa ter uma conversa franca comigo mesma.

Preciso saber que tipo de mulher eu serei!

Mãe, eu ouvi que temos o tal de “direitos”. É verdade?

Mãe, responde!

Eu preciso saber que tipo de mulher preciso ser.

Porquê que nós meninas da aldeia somos escolhidas para ir à barraca do senhor Kenan? 

Explica-me, por favor, que tipo de mulher preciso ser”.

“Forte. Precisas ser forte”, responde.

A cada minuto: uma criança, uma jovem, uma mulher. Várias “Leizas” questionam a mutilação genital.

Umas em silêncio, outras em gritos de desespero.

 

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