O “eu” que eu podia ser

 

Collage

Existe um eu dentro de mim que eu podia ser. E, por algum motivo, não sou. Sufoco-a. Não a deixo respirar!

Existe um eu dentro de mim que ninguém consegue ver. Ela veste um vestido azul e vive outra vida… Às vezes, eu e ela nos encontramos. Conversamos pouco.

Passei a pensar mais nos “eus” depois que li declarações de duas mulheres.

A primeira é  vítima de mutilação genital na Guiné- Bissau.

“Pergunto: até que ponto eu devo preservar práticas que fazem parte da minha cultura. Porque algumas delas ferem o meu corpo. A minha alma”.

A outra pertence a uma tribo na região de Omo, na Etiópia.

“Durante o ritual ‘bullah’ recebo chicotadas. Cara pintada, cicatrizes pelo corpo. É assim, com orgulho, que nós mulheres representamos a nossa tribo”.  

Existe um “eu” dentro de cada uma dessas mulheres, e muitas outras, que podia ser, mas não é.

Não respira. É asfixiada!

Por algum motivo.

 

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2 thoughts on “O “eu” que eu podia ser

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