A carta de Bárbara

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Bárbara sempre foi uma romântica incurável. Porém, consciente.  Aos 100 anos, antes de morrer, ela escreveu uma carta.

“Amar exige generosidade. O meu casamento durou até hoje porque houve sacrifícios. No meu tempo por haver regras rígidas, de quando e como se casar, foi um acto natural eu ter a aliança no dedo muito cedo.

Com 18 anos a minha mãe disse-me que tinha que casar, ter filhos e ser uma boa dona de casa. Na sua cabeça, só assim eu seria feliz!

Eu tive sorte. Encontrei uma pessoa de um coração bondoso e por looongos anos nos amamos. Até, ele falecer vítima de um ataque cardíaco.  Entretanto, penso: A vida é feita de idas, curvas, voltas, subidas e descidas. E no caminho eu poderia, facilmente, desencontrar-me do homem que um dia seria o meu amor.

E então? Seria ou não seria feliz?

Sinceramente, eu seria muito feliz!

Não sou a favor da idéia que é impossível ser feliz sozinho, sem ter um amor romântico do lado. Julga-me, mas não sou. Para mim, impossível é ser feliz idealizando o outro, desejando um ser que não existe.

A solidão faz parte da essência humana. Assim, como a dor. Portanto, porque não aceitá-las?

Amar  e aceitar o outro, tal como ele é, exige generosidade.

Amar a si próprio e ser feliz, sem depender do outro, exige coragem.”

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