Talvez, demore um pouquinho até ela voltar

crebro Foi logo pela manhã quando eu acordei. A sensação de que faltava alguma coisa era angustiante. A leveza do meu corpo vinha da parte de cima. Da cabeça. Fechei o punho direito e bati suavemente na região da minha testa. Bati para ter certeza do que estava desconfiada. “Está aí alguém?”. A minha razão havia partido. Para nunca mais voltar? Algo dentro de mim batia descontroladamente como se quisesse saltar para fora. O meu coração.

“Calma, estou aqui. Por favor, explica-me o que aconteceu?”, eu disse.

“Ah, foi tudo culpa minha. A razão foi embora porque não a quis ouvir. Sou teimoso às vezes. Sou caprichoso na maior parte das vezes. Ela disse que estou com uma aparência abatida, que não sou mais o mesmo, que estou destruído, que preciso tirar férias de amar. E gritou que amar às vezes me parte ao meio. E parte, mesmo! Mas, eu não me importo”, lamentou o coração.

“Quer dizer que vou ficar sem a minha razão?”, perguntei impaciente.

“Não sei. A razão disse que é preciso desapegar. Pois, o desapego é sossego. Talvez, demore um pouquinho até ela voltar”.

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