A sua forma diluída de amar

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O rapaz feito de raízes amava a menina que tinha a liberdade nas costas. Para ela a sua única certeza era: os amores eram líquidos e se diluíam no ar em algum momento da vida.

Os dois se conheceram por aí. Offline, mesmo. E não, não foi amor à primeira vista. Na verdade, foram as energias que cada um carregava que se encontraram à primeira vista. E se completaram. O equilíbrio estava ali. Mas, disso eles não sabiam, ainda.

Enfim, os dois se amaram. Até que um dia a menina, com a sua forma diluída de amar, foi embora e o rapaz ficou. Porém, quem foi quis ficar. Quem ficou quis ir embora.

E, afinal, eles ficaram juntos? Ficaram. As raízes, mesmo de longe, atraiam a menina. A sensação de ter a liberdade por perto, por outro lado, era algo que o rapaz ansiava experimentar novamente. Cada um precisava do que outro carregava consigo. Cada vez que o rapaz tinha uma parte da liberdade, a menina tinha uma parte da segurança. Juntos, havia entrega. Com o tempo, o próprio tempo disse isso a eles.

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